
Poucos eventos na história da humanidade são tão vividos quanto a segunda guerra, o que dá a impressão é que sua sombra continua pairando sobre o Planeta, até hoje.
Um dos acontecimentos mais marcantes na segunda guerra, foi, sem dúvida, as bombas de Hiroshima e Nagasaki. As duas cidades foram completamente destruídas, pessoas desamparadas, famílias destruídas e morte... muita morte.
Os sobreviventes que se encontravam perto do Epicentro ou sofreram queimaduras pesadas, ou os efeitos da radiação. Pessoas foram soterradas nos escombros de suas casas, algumas com queimaduras fortes (essas gritavam por ajuda, que demorou a chegar, devido ao alto risco de se aproximar do Epicentro naquele momento).
A primeira bomba, de Hiroshima foi lançada em 6 de agosto de 1945, apelidada carinhosamente de "Little Boy" (Menininho, ou, Garotinho em português). 3 Dias depois, em 9 de agosto de 1945, a "Fat Boy" (Garoto gordo, ou apenas Gordo em português) foi lançada sobre a cidade de Nagasaki. A taxa de sobreviventes para o primeiro quilometro de diâmetro, a partir do epicentro, era de 1 para cada 1000 habitantes, ou seja... uma verdadeira maquina de matar.
Venho aqui lhes trazer fotos e contar um pouco mais das histórias envolvidas em cada uma delas.

Essa vítima, aparentando ser uma mulher, teve o seu corpo todo queimado. Podemos ainda ver a expressão de agonia no seu rosto, resultado de uma dor excruciante, proveniente das queimaduras. Os médicos Japoneses não sabiam o que fazer para aliviar a dor dos pacientes, já que nada parecia resolver. Muitas vezes, era passado uma mistura de cinza com óleo, em uma tentativa - muitas vezes frustrada - de aliviar a dor. O cheiro de pele queimada era repugnante, e isso estava por toda a cidade, em cada canto, em cada escombro, em cada hospital improvisado. Os gritos de dor podiam ser ouvidos por toda a cidade, uma imagem realmente perturbadora do estado de calamidade que se encontravam.

Ao lado, o corpo carbonizado de um estudante. As mãos de encontro ao peito significariam uma tentativa vã de proteção? ou só os seus ossos retorcidos devido ao calor intenso?
O rosto mal pode ser identificado, mas mostra uma completa falta de expressão, já que a pele toda foi carbonizada.

Aqui, dois corpos carbonizados, provavelmente uma mãe e seu filho. Se encontravam desprotegidos, fora de suas casas, quando a bomba foi detonada. Nada sobrou além de seus restos mortais nos escombros de uma cidade destruída.




Além dos danos diretos, alguns sofreram com os efeitos "pós-bomba". Achei uma história muito interessante, de um soldado que sofreu de "Hemorragia sub-cutânea".

- 18 de agosto: Queda de cabelo observada.
- 19 de agosto: Sangramento na gengiva e hemorragia interna rosada começam a aparecer.
- 30 de agosto: Hospitalizado na Divisão de Ujina do Hospital Militar.
- 31 de agosto: Está febril.
- 1 de setembro: Amigdalite começa, e com a gargante inflamada ele não consegue comer. O sangramento na gengiva não para e a hemorragia sub-cutânea multiplica na face e parte de cima do corpo.
- 2 de setembro: Tem uma consciência indistinta e começa a delirar.
- 3 de setembro: Morre as 9:30.

Fotos e Histórias da Bomba Nuclear