Geralmente, costumamos tratar a morte como um tabu. Na época que criei esse blog, meu pensamento era de alguma forma diferente, sempre achei a morte algo natural e corriqueiro, uma situação (agradável ou não) que em algum momento de nossas vidas vamos presenciar, falar OU passar por ela. Digo isso sempre pra minha esposa, isso aqui não é um blog voltado para o lado sádico da coisa, não to aqui pra tirar sarro de nada, apenas pra mostrar o quanto a morte é natural. Tem uma musica do Raul Seixas (Canto para minha morte) que traduz muito bem o pensamento de várias pessoas sobre o assunto "morte". Canto para a minha morte
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Enfim, sem mais delongas, quero colocar aqui o trabalho de um fotografo: Andres Serrano.
Quem é esse? Andres Serrano é um fotografo "excêntrico", conhecido mais por sua obra "Piss Christ", onde ele mergulhou uma imagem de Jesus Cristo em um recipiente com a própria urina. Metade Hondurenho, metade Afro-cubano, começou seus trabalhos em 1983.
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| Andres Serrano |
O trabalho apresentado a seguir, foi retirado de uma de suas exposições, chama-se "The morgue", ou, "O necrotério" em bom português. Esse trabalho teve inicio em 1992, quando Serranos decidiu fotografar alguns corpos em um necrotério, para infelicidade de alguns: Sem "gore", apenas fotos tiradas de uma forma artística.
Serrano teve total liberdade para entrar e sair, tirar suas fotografias e até mesmo montar seu próprio "estúdio". Entre fotos de corpos mutilados, envenenamentos e até mesmo crianças, podemos ver alguma forma "poética" na morte com essas fotografias. Algo natural e inevitável.
Obs.: As fotos a seguir são as que consegui encontrar, já que essa exposição foi feita há muito tempo, algum material se perdeu e outros são bem difíceis de se encontrar.
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Andres Serrano - O lado artístico da morte